Le Pain Quotidien terá novo sócio brasileiro e vai expandir por franquia a partir de 2027

O grupo Fábrica de Bares, dono das marcas Bar Brahma e Riviera, comprou 20% da operação brasileira da rede belga de padarias Le Pain Quotidien, com opção de chegar a 50% de participação até 2028. A partir de 2027, a marca inicia sua expansão no Brasil por franquia, começando pelo estado de São Paulo, com investimento que varia de R$ 600 mil a R$ 2,5 milhões, dependendo do formato da unidade.

O que aconteceu

Segundo reportagem da Exame publicada em 24 de julho de 2026, a Fábrica de Bares, grupo por trás de casas como Bar Brahma, Riviera e Blue Note, entrou como sócia minoritária da operação brasileira da Le Pain Quotidien. Cairê Aoas, à frente da Fábrica de Bares, afirmou que o grupo vinha buscando entrar em novas ocasiões de consumo que não fossem somente noturnas e alcoólicas, o que explica o interesse por uma marca de padaria e café voltada a café da manhã, almoço e lanches ao longo do dia.

A Le Pain Quotidien opera hoje oito lojas próprias no Brasil e a meta é encerrar 2026 com dez unidades. A operação conta ainda com uma fábrica própria, na região da Barra Funda, em São Paulo, responsável por produzir 70% dos itens vendidos nas lojas e que também atende clientes corporativos.

É a partir dessa estrutura que a marca planeja abrir o canal de franquia em 2027. Segundo o levantamento da Exame, o investimento para abrir um quiosque deve ficar entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, enquanto uma loja completa, com cerca de 180 metros quadrados, pode custar aproximadamente R$ 2,5 milhões. O retorno sobre o investimento é estimado entre 36 e 48 meses. Luis Felipe Campos, CEO da Le Pain Quotidien no Brasil, formado em hotelaria pela escola suíça Les Roches e que já foi sócio do Spoleto por oito anos e da rede Seletti por dez anos, explicou que os formatos não se resumem a pontos pequenos: “Não é como abrir apenas um quiosque. Nossas lojas completas são restaurantes que atendem café da manhã, almoço, chá da tarde, happy hour e jantar”. No Brasil, a rede combina restaurantes completos, lojas menores e operações instaladas dentro de empresas e hospitais, e também deve crescer com formatos menores em shopping centers e outros espaços de grande circulação.

O plano inicial prevê a abertura de duas a três unidades por ano, ritmo que pode subir para três ou quatro conforme a operação ganhar escala. Campos afirmou que a marca já recebe convites de vários lugares do país, mas que a prioridade é fazer uma expansão sustentável, começando por São Paulo antes de avaliar outras praças.

A Le Pain Quotidien foi fundada em Bruxelas, na Bélgica, em 1990, pelo chef Alain Coumont, e hoje soma mais de 250 unidades em 17 países.

O que isso significa para quem quer comprar uma franquia

Para quem pensa em investir em franquias, a Le Pain Quotidien ainda não é uma opção disponível: o canal só deve abrir em 2027 e, na largada, apenas em São Paulo. É também uma franquia de ticket alto, com investimento inicial entre R$ 600 mil e R$ 2,5 milhões, faixa que exige capital próprio robusto ou acesso a linhas de crédito específicas para franquias, além de qualificação para operar um formato de restaurante completo, não apenas um quiosque de conveniência.

Outro ponto de atenção é que a marca é nova como franqueadora no Brasil. Isso significa que, quando o modelo estiver disponível, quem avaliar a oportunidade vai precisar conferir com cuidado a Circular de Oferta de Franquia (COF), o suporte prometido pela franqueadora e o histórico das primeiras unidades franqueadas, já que ainda não existe um lote de franqueados anteriores para servir de referência.

O que isso significa para quem quer franquear seu negócio

O movimento da Le Pain Quotidien ilustra um caminho comum antes de abrir um modelo de franquia: buscar um sócio com experiência de operação e gestão de múltiplas unidades físicas, como a Fábrica de Bares, antes de abrir o negócio a terceiros. A entrada de um sócio estratégico, com participação que pode crescer aos poucos (de 20% para até 50% em três anos), permite testar a parceria e ajustar o modelo de gestão sem entregar o controle da marca de uma vez.

Também chama atenção o fato de a marca já ter uma fábrica própria capaz de produzir a maior parte dos itens vendidos nas lojas antes de começar a franquear. Para quem planeja transformar seu negócio em rede, esse é um lembrete de que padronização de produção e logística costuma vir antes da expansão por franquia, e não depois, o que reduz o risco de perda de qualidade quando o número de unidades aumenta.

Perguntas frequentes

Quanto custa abrir uma franquia da Le Pain Quotidien?

Segundo a Exame, o investimento vai de R$ 600 mil a R$ 700 mil para um quiosque até aproximadamente R$ 2,5 milhões para uma loja completa de cerca de 180 metros quadrados, com retorno estimado entre 36 e 48 meses.

Quando a Le Pain Quotidien começa a vender franquias no Brasil?

A expansão por franquia está prevista para começar em 2027, pelo estado de São Paulo, antes de avaliar outras regiões do país.

Quem é o novo sócio da Le Pain Quotidien no Brasil?

É o grupo Fábrica de Bares, dono de marcas como Bar Brahma e Riviera, que comprou 20% da operação brasileira da rede, com opção de ampliar a fatia para até 50% até 2028.

Fonte

Exame, 24/07/2026

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